Contos de um verão intenso – pt2

                                                            Quando você não espera absolutamente nada do destino
                                                        ele vem e te prega uma peça. As vezes é doce igual mel e as
                                                                                                                     vezes arde igual fel.
                                                Não importa qual deles venha pra você, tem que esta preparada para ambos.

Engolir seco, pisquei mais uma vez acreditando ser um sonho. Não. Era ele, o grande amor da existência, o Junior. Um milhão de pensamentos e eu não conseguia parar com um pra poder agir. Ele sorriu e me abraçou fortemente.
– Você aqui? Não acredito. Vai ser maneiro. Disse ele lindamente. Eu não conseguir falar e ele saiu parecendo estar alegre pela minha presença. Mas como assim, gente? Ai meu Deus, e se ele achar que vim de propósito por causa dele? Não, para, ele disse: “vai ser maneiro?” O que isso quer dizer, véy? Era ele o garoto que faltava, e que provavelmente estava com a Amanda.
Em seguida, amparada por Will, me dirigir ate o banheiro. Achando graça dele dizendo que eu estava com cara de coruja empalhada.
Naquela noite, fomos todos para uma churrascaria em uma cidade vizinha, nem precisei ajudar no jantar. O Juninho me observava frequentemente, eu percebia isso sem precisar olhar pra ele. Porem as atitudes dele me fazia perceber que ele era o mesmo adolescente imaturo por quem me apaixonei há 10 anos atrás. Willian estava bem próximo de mim, fazíamos tudo junto. E foi assim nos 3 dias seguintes. Eu acordava bem cedo, andava pela praia e avistava o Junior surfando bem distante. Era recebida com beijos na testa e no rosto do Willian o tempo todo. Ele se encaixava na minha personalidade, mais que os outros da casa.
Sentada na varanda da casa sozinha, ouvindo musica no celular, o Juninho se sentou do meu lado, pós umas músicas reggueiras pra tocar , arrastou a poltrona pra mais perto de mim.
– Porque não demos certo no passado?
 Juro que eu não esperava uma pergunta dele assim, tão cedo, tão direta. Alias, tinha certeza que ele não tocaria no assunto.
– Talvez porque você fosse um pouco grosso as vezes. Custava começar com um ”bom dia”?!
– Foi mal. Bom dia Line.
– Ta. Estávamos em tempos diferentes, com planos diferente e com muita imaturidade.
 Aff, odiava esse ”foi mal” pra dizer que é perdão e amava esse ”Line” ignorando o A, a primeira letra do meu nome, mas respondi tentando passar indiferença. Li uma vez, que só assim o  cara começa o interesse. O interesse da conquista.
– Agora, em qual tempo você esta ?
– No tempo que me amar é prioridade.
– hum, bom. Esta madura ?
– Amadurecendo, talvez. Pera ai, que papo é este agora?
– Só queria saber se ainda existe um pouco de amor ai pra mim, ainda. Esse lance de ano novo nos faz querer recomeçar a vida. Saca ?
– Que pena que você é desses. Que espera a ilusão do ano novo pra iniciar uma coisa que so depende de você, de dentro de você.
 Retruquei meio ríspida. Ele se levantou ao ouvir os meninos o chamando pra ir comprar alguma coisa, mas antes ele disse:
– Você esta mais linda do que nunca!
((Posso pirar agora ? :O))
Como sempre o Willian surgiu em seguida e eu não aguentei e desabafei. Contei como havia sido esse romance entre mim e o Ju. De inicio eu o magoei, nos afastamos, reencontramos ficamos juntos novamente por que ele queria me magoar. Vingança boba! Teve êxito. Eu que sair completamente ferida, mas mesmo assim o perdoei para continuarmos. Mas ele já não era o garotinho humilde, transformou-se num playboy fútil, esnobe e pegador. Não queria saber mais de mim, e foi assim durante os anos seguintes. Willian disse que isso é normal, mas eu teria que resgata-lo a essência pura dele pra conseguir o fazer se reencontrar, e reviver esse romance mal acabado. Era difícil, não sei se eu estava disposta a me arriscar sofrer novamente, já não era mais aquela garotinha de quinze anos. Estava bem resolvida profissionalmente, socialmente e uma desilusão amorosa iria afetar essas e outras áreas da minha vida.
Mudamos de assunto, quando ele me chamou pra irmos comprar os ingressos do show de passagem de ano. Era muitas bandas, entre elas, Scracho e O Rappa. Juninho era fã. Todos da casa ia, e claro eu não ficaria para trás. Apesar de não beber, em festas como essa não me falta nada. Consigo ser feliz sem ingerir álcool.
Fomos. E na volta o Willian me arrastou pra um lugar que ele julgava como magico. O topo de uma pequena montanha, dava pra ver a cidade toda e contemplar a beleza do mar. Nos divertimos muito, e ao chegar na casa, sentir mais uma vez aquela sensação de mil sentimentos. Eram ruins. No mesmo lugar que eu estava conversando com o Juninho mais cedo, ele esta aos beijos com a Amanda. Meu chão sumiu. Eles pararam de se beijar e neste segundo, Willian segurou na minha cintura e levemente me arrastou pra dentro da casa, no intuído de demonstrar que eu estava com ele e nem ai pro Junior.
Todos na casa já estavam arrumados para a festa, que seria as 15:00 horas, e nos já estávamos atrasados. Will sugeriu que todos fossem na frente que eu e ele iríamos nos arrumar e chegaríamos la em seguida. Pela janela do quarto pude ver o Junior saindo de mãos dadas com a menina. E eu já havia perdido a vontade de ir. Mas não quis me deixar abater, afinal, nós não tínhamos nenhum tipo de relacionamento.