Amor Solto

Que exista um dia alguém que me olhe com amor, um tanto quanto aquele par de olhos verde mar olhava para ela.

Um segundo, um olhar,um flash, e aí o encanto apareceu. Uma festa,uma dança, um toque. Foi o suficiente para eu te querer naquele dia. Mas não podia dar bandeiras. Outro segundo, outro olhar, outro flash, e ai um trunfo, você pegou meu celular, o que seria aparentemente uma brincadeira boba e inocente. Mas não, era uma desculpa pra eu estar o tempo inteiro atrás de você. Aliás, do meu celular. Era tudo o que eu queria.

O cavalheirismo de me levar em casa, enfim, o beijo. E que beijo. Entrei em casa sorrindo,o necessário pra eu ficar ligeiramente apaixonada. Mais algumas festas, mais alguns beijos, e estava eu te querendo loucamente.

Eu estava na sua e você estava na minha, apesar de eu perceber claramente que aquele olhar que me olhava, não me via. Entrei num paradoxo sem querer, apenas pra dizer que você não estava completo comigo. Havia alguém entre nós que te impedia de se entregar.

Dessa vez um minuto. Refleti. O que valia a pena: Ter você incompleto e infeliz, ou não te ter e te ver feliz?

Engoli seco para aceitar que era melhor guardar tudo que compôs a nossa história. Ou seja, meses de somente momentos maravilhosos. E deixar você voar para alguém que te prende. Descobrir nesse dia que isso o que eu fiz, se chama AMOR.

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Mudanças

Fui a menina que gostava de Hello Kitty, usava mini short, mini saia. Brincos cigana e um salto enorme pra me achar bonita. Não dispensava uma festa, nem um copo de cerveja. Odiava tirar fotos e amava miojo. Bolsas enormes eram minha cara, coisa estampada era coisa de velhos.Domingo com a família era só um dia qualquer. Esmalte escuro no pé, era coisa de garota de programa, e batom vermelho… credo! Marca de biquíni, um luxo. Falar era autoridade. Escultar conselhos, coisa de gente fraca.

Falando assim, nem parece que me descrevi. O fato é que de acordo os anos passam, sua cabeça vai te obrigando a mudar.

Superficialmente, quem me ver diz que não mudei absolutamente nada desde os quinze anos. Mas eu me analisando, vejo o quanto em meu interior foi mudado,  evoluído.

As coisas, as opiniões e conceitos que eu tinha antes, hoje não são mais os mesmos. Acho que tudo é questão de amadurecimento consigo mesmo. E lógico, são fases. Você vai adquirindo novas informações, se expandindo, e vai vendo que aquilo não é bem assim, ou que é mais que isso.

Com 24 anos e corpo igual ao de anos atras, vejo que o seu íntimo reflete no exterior. Aparência. Não me sinto a vontade usando roupas curtas, decotadas, coloridas demais. Não sei quando exatamente deixei de usa-las. Brincos grandes e saltos altos não entram mais nos meus looks. Não vejo graça na Hello Kitty, dispenso festas e bebidas alcoólicas. Amo-vivo tirando fotos de tudo e todos, mas não necessariamente as posto, mas registro tudo. Odeio miojo, bolsas grandes, e amo coisas estampadas, principalmente com flores. Domingos com a família valem ouro. Ouvir é bem mais enriquecedor do que falar. Marca de biquíni é brega, e as vezes eu arrisco usar tons escuros de esmalte no pé. E não dispenso um batom vermelho nunca.

Ainda ouço Sandy, ainda possuo objetos rosas, ainda sou impulsiva. Porém sou mais doce, mais serena, mais feliz. Talvez daqui ha mais alguns anos isso já tenha mudado. Talvez, não.

 

huhui

Contos de um verão intenso – pt2

                                                            Quando você não espera absolutamente nada do destino
                                                        ele vem e te prega uma peça. As vezes é doce igual mel e as
                                                                                                                     vezes arde igual fel.
                                                Não importa qual deles venha pra você, tem que esta preparada para ambos.

Engolir seco, pisquei mais uma vez acreditando ser um sonho. Não. Era ele, o grande amor da existência, o Junior. Um milhão de pensamentos e eu não conseguia parar com um pra poder agir. Ele sorriu e me abraçou fortemente.
– Você aqui? Não acredito. Vai ser maneiro. Disse ele lindamente. Eu não conseguir falar e ele saiu parecendo estar alegre pela minha presença. Mas como assim, gente? Ai meu Deus, e se ele achar que vim de propósito por causa dele? Não, para, ele disse: “vai ser maneiro?” O que isso quer dizer, véy? Era ele o garoto que faltava, e que provavelmente estava com a Amanda.
Em seguida, amparada por Will, me dirigir ate o banheiro. Achando graça dele dizendo que eu estava com cara de coruja empalhada.
Naquela noite, fomos todos para uma churrascaria em uma cidade vizinha, nem precisei ajudar no jantar. O Juninho me observava frequentemente, eu percebia isso sem precisar olhar pra ele. Porem as atitudes dele me fazia perceber que ele era o mesmo adolescente imaturo por quem me apaixonei há 10 anos atrás. Willian estava bem próximo de mim, fazíamos tudo junto. E foi assim nos 3 dias seguintes. Eu acordava bem cedo, andava pela praia e avistava o Junior surfando bem distante. Era recebida com beijos na testa e no rosto do Willian o tempo todo. Ele se encaixava na minha personalidade, mais que os outros da casa.
Sentada na varanda da casa sozinha, ouvindo musica no celular, o Juninho se sentou do meu lado, pós umas músicas reggueiras pra tocar , arrastou a poltrona pra mais perto de mim.
– Porque não demos certo no passado?
 Juro que eu não esperava uma pergunta dele assim, tão cedo, tão direta. Alias, tinha certeza que ele não tocaria no assunto.
– Talvez porque você fosse um pouco grosso as vezes. Custava começar com um ”bom dia”?!
– Foi mal. Bom dia Line.
– Ta. Estávamos em tempos diferentes, com planos diferente e com muita imaturidade.
 Aff, odiava esse ”foi mal” pra dizer que é perdão e amava esse ”Line” ignorando o A, a primeira letra do meu nome, mas respondi tentando passar indiferença. Li uma vez, que só assim o  cara começa o interesse. O interesse da conquista.
– Agora, em qual tempo você esta ?
– No tempo que me amar é prioridade.
– hum, bom. Esta madura ?
– Amadurecendo, talvez. Pera ai, que papo é este agora?
– Só queria saber se ainda existe um pouco de amor ai pra mim, ainda. Esse lance de ano novo nos faz querer recomeçar a vida. Saca ?
– Que pena que você é desses. Que espera a ilusão do ano novo pra iniciar uma coisa que so depende de você, de dentro de você.
 Retruquei meio ríspida. Ele se levantou ao ouvir os meninos o chamando pra ir comprar alguma coisa, mas antes ele disse:
– Você esta mais linda do que nunca!
((Posso pirar agora ? :O))
Como sempre o Willian surgiu em seguida e eu não aguentei e desabafei. Contei como havia sido esse romance entre mim e o Ju. De inicio eu o magoei, nos afastamos, reencontramos ficamos juntos novamente por que ele queria me magoar. Vingança boba! Teve êxito. Eu que sair completamente ferida, mas mesmo assim o perdoei para continuarmos. Mas ele já não era o garotinho humilde, transformou-se num playboy fútil, esnobe e pegador. Não queria saber mais de mim, e foi assim durante os anos seguintes. Willian disse que isso é normal, mas eu teria que resgata-lo a essência pura dele pra conseguir o fazer se reencontrar, e reviver esse romance mal acabado. Era difícil, não sei se eu estava disposta a me arriscar sofrer novamente, já não era mais aquela garotinha de quinze anos. Estava bem resolvida profissionalmente, socialmente e uma desilusão amorosa iria afetar essas e outras áreas da minha vida.
Mudamos de assunto, quando ele me chamou pra irmos comprar os ingressos do show de passagem de ano. Era muitas bandas, entre elas, Scracho e O Rappa. Juninho era fã. Todos da casa ia, e claro eu não ficaria para trás. Apesar de não beber, em festas como essa não me falta nada. Consigo ser feliz sem ingerir álcool.
Fomos. E na volta o Willian me arrastou pra um lugar que ele julgava como magico. O topo de uma pequena montanha, dava pra ver a cidade toda e contemplar a beleza do mar. Nos divertimos muito, e ao chegar na casa, sentir mais uma vez aquela sensação de mil sentimentos. Eram ruins. No mesmo lugar que eu estava conversando com o Juninho mais cedo, ele esta aos beijos com a Amanda. Meu chão sumiu. Eles pararam de se beijar e neste segundo, Willian segurou na minha cintura e levemente me arrastou pra dentro da casa, no intuído de demonstrar que eu estava com ele e nem ai pro Junior.
Todos na casa já estavam arrumados para a festa, que seria as 15:00 horas, e nos já estávamos atrasados. Will sugeriu que todos fossem na frente que eu e ele iríamos nos arrumar e chegaríamos la em seguida. Pela janela do quarto pude ver o Junior saindo de mãos dadas com a menina. E eu já havia perdido a vontade de ir. Mas não quis me deixar abater, afinal, nós não tínhamos nenhum tipo de relacionamento.